Foi apresentada nesta terça-feira (7), na ACIT (Associação Empresarial de Tubarão), a campanha “Aqui Não”, uma iniciativa da FACISC (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina) voltada ao enfrentamento da violência contra a mulher. O encontro contou com a presença do vice-presidente da Facisc, Cesar Smielevski, que tem apresentado a iniciativa em várias cidades do Estado.
Dados mostram que a violência contra a mulher é um problema significativo, inclusive em Santa Catarina, o que motivou a campanha. Em 2025, foram registrados mais de 36 mil casos de ameaças contra a mulher, quase 21 mil casos de lesão corporal, e 696 casos de estupro. Em 2026, estes números já somam quase 6 mil casos de ameaças registrados, ultrapassam os 3 mil casos de lesão corporal e 99 de estupro, considerando as fontes oficiais (SSP/SC - fev). Com o propósito de sensibilizar e mobilizar a sociedade, a campanha reforça a mensagem de que a violência contra a mulher não pode ser tolerada em nenhum ambiente, seja no trabalho, em casa ou nos espaços públicos. A proposta é engajar o setor empresarial como agente ativo na promoção de uma cultura de respeito, proteção e transformação social.
"A mudança começa pela informação, criando formas de conscientizar as pessoas diante dessa reponsabiidade de combater a violência contra a mulher. A ACIT está engajada neste movimento e contribuirá para dissemina-lo na comunidade empresarial e entre nossas lideranças", declarou o presidente da ACIT, Alexsandro da Cruz Barbosa, presente na reunião. "Avaliando os dados e considerando o trabalho que já é desenvolvido por instituições como o Ministério Público, por exemplo, a campanha da Facisc em parceria com as Associações Empresariais, vem para dar mais força a este movimento. Precisamos mudar a cultura de violência, para uma cultura de proteção e cuidado", disse o vice-presidente da Facisc.
Durante a apresentação, foram detalhadas as ações práticas da campanha, que incluem orientações, materiais de apoio e estratégias para que empresas e instituições possam aderir ao movimento e contribuir de forma efetiva. A iniciativa também incentiva a denúncia e o acolhimento, fortalecendo uma rede de apoio às vítimas.
A ação conta com o apoio de entidades como o Ministério Público de Santa Catarina e o Governo do Estado, além de parceiros institucionais e de comunicação.
Elke Schuch Borges
Assessora de Comunicação
Jornalista (SC01274JP)
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